Principles for Dealing with the Changing World OrderPrinciples for Dealing with the Changing World Order
Ray Dalio apresenta, como tese central do livro, um padrão supostamente comum na ascenção e queda de nações ao posto de “império dominante”. Ele apresenta um framework ancorado em dinâmicas internas e externas, bem como indicadores de desempenho em diferentes contextos. Apresenta estudo de caso da Holanda, do Reino Unido e dos Estados Unidos, sendo que este último é caracterizado como uma potencia decadente, muito provavelmente a ser substituída pela China.
Pontos positivos:
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Forma estruturada de apresentar a discussão. Dalio apresenta o que ele chama de determinantes, uma série de indicadores consolidados que supostamente indicam a força de uma nação e, posteriormente, conecta estes determinantes a grandes ciclos (ciclo de crédito e atividade economica, ciclo de ordem interna, ciclo de ordem externa). Por fim, discute os casos de Holanda, Reino Unido, Estados Unidos e China.
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Intuitivo. A estrutura de argumentos é bastante intuitiva e os argumentos, muito provavelmente, estão
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Desafio:
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Dados questionáveis. Argumenta 500 anos de dados firmes analisados, mas provavelmente são reconstruções. Seus argumentos sobre os últimos 1500 de história são super simplificados e não consideram diferentes contextos, tecnologias e dinâmicas de cada época.
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Argumentação falha. Apresenta uma tese e tenta sustentá-la a partir de exemplos selecionados. Não possui elemento de prova causal e concreta.
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Tendencioso/Potenciais Conflitos de Interesse. Na discussão sobre a decadência dos Estados Unidos e ascendência da China, o autor se mostra bastante superficial ao comparar as nações. Neste tema, é importante notar que Dalio pode ter conflitos de interesse significativos, uma vez que, como narrado em The Fund: Ray Dalio, Bridgewater Associates, and the Unraveling of a Wall Street Legend, ele se estabeleceu muitas conexões na Asia, principalmente da China e de pessoas chaves em seu governo, onde captou bilhões para a Bridgewater. Sendo assim, a forma como retrata a China pode estar influenciada por tais interesses. Vamos a alguns detalhes:
China. Retratada quase que de um ângulo quase que idealista, como uma cultura em favor do coletivo e acima do indivíduo, cujo planejamento central da economia é substancialmente melhor por isso. A China parece uma sociedade altruísta por parte do indivíduo que suporta e apoia o modelo de governo e os governantes atuais. As principais características do regime, tais como ser uma ditadura, controlar os meios de comunicação, que proibe o uso do Google, que controla o acesso a internet, que controla seus cidadãos nas ruas em tempo real, que estatiza empresas da noite para o dia, que controla a migração interna e as classes sociais, que controla a emigração, tudo isso dentre outras características, são surpreendentemente omitidas ou super simplificadas.
EUA. Ao descrever os Estados Unidos, Dalio super simplifica a discussão ao conduzí-la luz do seu próprio framework apenas. Ignora que os Estados Unidos são fundamentados em uma economia republicana, construída bottom up a partir da organização e contribuição de todos da própria sociedade, sobre bases democráticas. Ignora a importância da ancora na justiça, instituições e no respeito a propriedade privada. Ignora que a economia dos Estados Unidos constantemente elimina ineficiências ao funcionar muito próxima ao modelo de destruição criativa de Schumperter, encorajando o empreendedor a inovar e a ficar rico no processo a partir da criação de vantagem competitiva temporária como parte do prêmio de risco.