The Money Kings
O livro conta a história das famílias de judeus alemães imigrantes que fundaram alguns dos mais proeminentes bancos de investimento de Wall Street. É uma história de muita luta, trabalho e perseverança diante dos mais diversos desafios.
Pontos positivos:
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O ângulo da história é sensacional. Schulman retrata imigrantes judeus que chegaram da Alemanha, começaram a vida trabalhando duro, cruzando o país como mascates (vendedores ambulantes), e como esses mesmos judeus, já na primeira geração, enriqueceram e construíram seus primeiros negócios no mercado financeiro, e que se tornariam ícones, muitos deles até os dias de hoje.
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Vai muito além das finanças. O autor mostra o impacto dos judeus-alemães também em momentos ímpares da história como o financiamento da guerra entre Japão e Rússia e a criação do Fed.
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A guerra de bastidores é um capítulo à parte. O livro explora a guerra de inteligência e de narrativa travada pela Alemanha em solo americano, e mostra o dilema que esses banqueiros vivenciaram quando a Segunda Guerra estourou — divididos entre a Alemanha de origem, sua reputação enquanto judeus e sua cidadania americana.
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Primeira Guerra e a escalada do antissemitismo. O autor também desenha muito bem o pano de fundo em que se desdobra o antissemitismo, tanto com respeito ao que já existia quanto aos efeitos da Primeira Guerra para a sua ascensão — com sensibilidade, mostrando que esses judeus estavam nos dois lados da mesa ao mesmo tempo, representando perdedores e vencedores, nas negociações do Tratado de Versalhes. Posição desconfortável e cheia de nuance.
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Não poupa o Henry Ford. O antissemitismo promovido por ele aparece com o peso que merece, funcionando como um contraponto sombrio a toda a história de prosperidade.
Desafio:
- Longo e por vezes cansativo. O livro ganharia muito com uma separação mais bem pensada das “eras” que percorre e um foco maior nos personagens principais. Muitos personagens significativamente secundários são mencionados e detalhados em um grau que atrapalha a dinâmica de leitura e o foco no que realmente importa. Vale dizer que é um desafio inerente ao tema — afinal, famílias inteiras imigraram e as histórias se cruzam —, mas um recorte mais enxuto ajudaria bastante o leitor.